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As últimas palavras...
Estamos deixando este espaço onde não cabemos mais
Uma sucessão de mal entendidos
Textos que nunca chegaram ao destino
Figuras desfiguradas
Mil e uma dificuldades para por um comentário
É o fim
Valeu pelas amizades conquistadas por aqui
Para os que compartilham e não compartilham das nossas idéias
Sejam bem vindo ao nosso novo endereço:
t.c.s./s.o./t.o.l./sam

criado por fecega
14:20:17A moda agora é cuidar do meio ambiente, evitar o descongelamento dos pólos, não deixar aumentar o buraco na camada de ozônio, nos descabelamos com a possível guerra mundial pela posse da água, falamos das vis sacolas dos supermercados, o mal parece vir de longe, nossas crianças são aterrorizadas pelos programas alarmistas que passam o tempo todo na televisão. Reciclar, reutilizar, reduzir, todos na luta para atacar o mal que "resolveu agora" pertubar a todos. Somos todos administradores do universo (versão moderna dos xerifes do sarney), é justo, até onde sabemos é nossa única casa, mas como um bom capitalista selvagem só pensamos nos grandes problemas, o quanto agora ser "politicamente correto" é necessário para salvar o mundo, até podemos perceber na mídia o dedo das grandes corporações já antevendo o lucro possível dessa onda furiosa de cor verde, "agora só compre produtos que não agridam a natureza".
Enquanto isso caminhar em alguns lugares da cidade é um belo desprazer, vamos desviando de obstáculos vários, é um chiclete mole, uma cuspida, uma escarrada que vem das profundezas do peito, o cocô dos animais de estimação, bitucas de cigarro, restos, panfletos mil...seguimos olhando demais ou para o próprio umbigo, ou mirando um horizonte distante...e educação que antes vinha de berço, agora se desaprende em qualquer lugar.

s.o.

criado por fecega
11:56:05Quando tudo parece perdido, a falta de rumo desnorteia, temos que ser otimistas e lembrar que o fundo do poço pode ser mais embaixo ainda. E de vez em quando a maré é tão ruim com o noticiário da tv virando chanchada, que acabamos sem sensibilidade nenhuma e até achando graça na desgraça alheia...
Deu na BBC Brasil: "Mulher tira 2º lugar em concurso de um candidato só"
Viu??? a vida ainda pode ser bela...e para ela seria trágico se não fosse cômico...
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/07/070705_concursoculinariaebc.shtml 
s.o.

criado por fecega
08:38:11Discurso de Renúncia de Joaquim Roriz
Esta é, para mim, mais uma hora -- dentre inúmeras que já vivi (muito bom esse começo, de uma inteligência atemporal), em que devo tomar uma grave decisão (frase de efeito). Volto-me para o grande mistério da vida (qual o grande mistério da vida?, estamos sós?, Deus existe??), a força da consciência, o mal ativo e o mal passivo (político ladrão é um mal ativo?, nem quero saber desse mal passivo), o mal que causamos (eu não, você) e o mal que sofremos (o povo sofre).
E sinto que somente me pesa na consciência o mal que venho sofrendo (egoísta), que tanto me tortura e procura turvar uma vida pautada na dignidade pessoal (mentira deslavada), no respeito ao meu semelhante (quem se assemelha a você não gosta de concorrência), no resguardo da coisa pública (hahahahaha), no profundo sentimento cristão (hora de apelar para os céus).
Minhas reminiscências (que bonito) somente fazem aflorar a longa jornada já percorrida (foram tantas emoções), que tem como timbre (???) minha dedicação à administração pública atestada nas grandes obras que realizei (político se elege prometendo que vai trabalhar, depois que trabalha, acha que todo mundo tem que agradecer o tempo todo, não fez mais que a obrigação o gaiato), no transcurso das quatro vezes que governei o Distrito Federal (pelo amor dos meus filhinhos).
Sinto acima de tudo que não se pode viver feliz olhando apenas para si mesmo (olha a retórica tosca). É preciso viver para os outros (com o dinheiro no seu bolso, viver para os outros?), sobretudo, os humildes, os necessitados (esses te elegem por pura e simples necessidade), como opção para viver para si mesmo (olha o pensamento tortuoso). É o que tenho procurado fazer por toda minha vida (segura o nariz), buscando na gestão pública, no governo, certificar ao cidadão que os tributos que pagou receberam bom uso (quem melhor para cuidar desse dinheiro não?), diante da presença ativa do governante atento às lídimas aspirações da população (palavras difíceis que não dizem nada).
Ocupei a tribuna da Casa à qual pertenço em defesa de meu mandato político. O desapreço dos senadores pelo destino do colega foi notado. Apenas doze eminentes senadores compareceram à sessão (foi abandonado pela própria gangue, hahahaha).
[...] nesse trecho ele reclama, reclama, reclama....
[...] nesse ele diz que é inocente...
[...] segue umas ladainhas chatas...
A gente de Brasília ( pegou a bola na meia direita), os humildes aos quais nunca faltei com meu carinho e assistência (driblou o primeiro, enganou o segundo) -- o povo (enganou mais um), enfim, haverá de me entender (tabelou com o Corrupto). E todos me farão justiça (recebeu na frente), compreendendo o sentido de meu gesto: disso tenho plena convicção (vai,vai, vai mais garotinho).
São essas as razões pelas quais devo comunicar (preparou, armou, disparou...) a Vossa Excelência e à Mesa do Senado a minha RENÚNCIA (éééééé, mais um gooool torcida brasileira, solta o grito da garganta, foi, foi, foi ele, sua EX-celência Joaquim Domingos Roriz......)ao mandato de Senador da República que o povo de Brasília me conferiu, fazendo-o, ainda, com fundamento no artigo 29 do Regimento Interno desta Casa Legislativa.
Ex-Senador da República
JOAQUIM DOMINGOS RORIZ
Para quem se atrever, segue o link para o discurso de renúncia, lido muito oportunamente pelo senador Mão-Santa (hahahahaha).
http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u309570.shtml
s.o.

criado por fecega
12:25:01Em uma certa biblioteca, de uma certa universidade, na hora de levar o livro, travou-se o seguinte diálogo entre a funcionária e um acadêmico do curso de Letras (já pela metade do curso), isso já com uma fila enorme atrás:
- Por favor senhor a sua senha??
- Senha??, acho que não tenho...
- Um ano e meio de curso e o senhor não tem senha??
- O senhor nunca pegou livro aqui?
- Não.
- Cara de espanto da funcionária...
- Por favor, digite aí seis números então...
- Isso, agora repita os mesmos números...
- Obrigada...
Como no Brasil existe uma infinidade de leis, resolvemos acrescentar mais uma, essa de fundamental importância para salvaguardar pelo menos as aparências dos acadêmicos de Letras, seres abençoados pelo desejo de transformar o mundo que o cerca, derrubando portas sem carteiradas, e sim através da leitura, único bem que ninguém consegue roubar do ser humano. Mas como percebemos que hoje existe uma fábrica de diplomas, como se a sua posse fosse mais importante que os anos que são passados na sala de aula, fica assim decidido:
Art. 1º - Fica obrigado todo acadêmico de Letras, em estando no território pátrio, num simples trânsito de sua residência até qualquer localização, dentro do ônibus, trem, metrô, ou qualquer meio de transporte, portar um livro, estando a pessoa sujeita a sanções penais rigorosas no seu descumprimento.
§ 1º - Os livros em questão são só os de literatura de qualidade, ou pelo menos algo que o valha (nacional ou estrangeira), portar livros de auto-ajuda, espírita, e de certos magos é considerado falta gravíssima, e por isso mesmo crime inafiançável.
§ 2º - O acadêmico não precisa ler os respectivos livros, pois o simples porte já é suficiente para aguçar as curiosidades alheias, um dos motivos da promulgação desta lei.
§ 3º - Se for visto lendo esses livros, o acadêmico terá garantias individuais que nenhum outro na nação: receberá bônus de 5% na aquisição de novos livros; fará parte do cadastro nacional de incentivador involuntário da leitura do governo federal; se por algum motivo for preso, será convidado a cuidar da biblioteca da cadeia; fará as atas de toda reunião que participar; e para cada leitor falso ou real conquistado receberá pedaços da bandeira do país para colocar em cima do caixão na hora da morte.
§ 4º - Não obedecer essa lei, ocasionará a princípio uma advertência verbal, se for reincidente deverá ler toda a obra de baluartes da literatura nacional, como José Sarney, em praça pública.
§ 5º - Revogam-se as disposições em contrário.
s.o.

criado por fecega
10:39:48