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Mania da publicidade de uns anos para cá é enfiar goela abaixo, literalmente, as propagandas mais idiotas que se tem notícia na face da terra, a de cerveja, mulheres "boazudas", quase sempre em trajes mínimos, segurando um copo da bebida, sorriso na boca e olhos fixos no possível comprador. A última que eu vi é a da cerveja cintra, uma mulher "gostosa", o produto e a frase genial, que eu não imaginaria nunca, "tô dentro!!!", espetacular, o texto tem um poder demolidor sobre uma possível inapetência para o consumo da dita bebida, é o homem ver e já sair pedindo a sua...cerveja.
O engraçado é que a propaganda mira em um alvo, e acerta em outro, quase sempre agora é possível encontrar mulheres com sua garrafinha ou latinha a tiracolo, uma vez que os homens continuam sua cruzada para tomar todas as cervejas do mundo (com reclame ou sem). Queria que os publicitários fizessem propaganda para a cerveja Caracu, pensa só uma mulher muito gostosa, com certeza seria mulata, bunda empinada, seios siliconados, roupa diminuta e o slogan: "quem vê cara...não vê...coração...", ou "cai dentro", com certeza a rima é péssima, mas seria mais interessante que o porre que é ver propaganda de cerveja hoje em dia.
Publicidade de bebida alcoólica aliás que deveria ser proibida na televisão, mas como o retorno financeiro para o governo é grande...vamos continuar bebendo mulher e tomando no c...quando o assunto for a luta das marcas para estar na boca ou no vaso sanitário do povo. Mas deixa pra lá, continuamos evoluindo....

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult510u300975.shtml
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult508u359.shtml
s.o.

criado por fecega
18:59:25Tem muitos que eu esqueci por hora, mas esses já dão para uma pequena amostra, são meus livros inconclusos, alguns não li e nem quero mais ler, outros quem sabe um dia, obras que comecei cheio de gás e por algum motivo abandonei pelo caminho.
Tom Jones - Henry Fielding - eu tentei até por duas vezes, mas não consegui terminar esse livro, ele é um calhamaço, isso não me mete medo, mas conforme eu começava parecia que me faltava alguma coisa para conseguir entendê-lo, e mesmo insistindo eu acabava cochilando, troquei por A Metamorfose do Kafka, fininho, bem melhor, mais atual, quem sabe um dia eu volto a tentar, mas só de pensar já me dá sono.
Esaú e Jacó - Machado de Assis - esse eu abandonei por culpa de uma professora, era um livro que estava nos vestibulares daquele ano, e ela em um cursinho deu o livro de bandeja, o livro não, o resumo, o que é bem pior. Mas eu comecei e achei muito legal aquele começo, a subida do morro, a volta, o Conselheiro Aires, mas assim como estava gostando passei a desgostar e abandonei, mais um que quero um dia recomeçar.
A Montanha Mágica - Thomas Mann - sou um compulsivo por clássicos, e esse sempre estava em todas as listas de o melhor, ou um dos melhores, então peguei numa biblioteca, e avancei rápido, contrariando a lógica mais estranha do livro, mas de repente começou a me exasperar aquele tempo não passar nunca, ninguém nunca se curar, não acontecer absolutamente nada, é óbvio que sei que esse é o livro, mas...encostei, e ainda está lá na biblioteca com o meu marcador na página 259.
Ensaios - Montaigne - esse eu pego, leio um, dois ensaios, e guardo, eu me perco nos meandros do pensamento dele, e para voltar só fechando o livro, e já está perto de ler outra vez, da última, li sobre os cabeças de pote, que está em algum dos seus ensaios, lá pelo final do livro I.
Uma Longa Queda - Nick Hornby - tinha sido um presente, comemoração dos quinze anos de casados, foi muito injusto, o casamento estava morto e faltava sepultar, eu dei para ela Histórias Maravilhosas do Truman Capote, lindo, emocionante e ganhei um livro sobre um monte de suicidas rodando por uma Londres estranha, mal momento, parei antes da metade, na verdade é meu, mas não mudou de casa, ainda está lá, ao lado do Capote.
Mayta - Mario Vargas Llosa - esse eu li inteiro, mas teria sido melhor nem ler, um livro horrível, que nem parece saído da pena de Vargas Llosa, muito improvável, histórias que se cruzam e que ao fim merecem o esquecimento, pelo menos tinha um Cabo Lituma, que voltaria em outros livros, mas esse livro é de lascar.
O Guarani - José de Alencar - esse livro todos deveriam ser obrigados a ler, e quanto mais novo melhor, eu fui ler agora, após um Tchekov maravilhoso, a história para mim ainda está acontecendo, parei na hora que era contada a história do vilão da trama, o falso padre, o resto foi só bocejo e muito carneirinho, me dava arrepios aquele índio chato, com aquela mulher sem-graça, é um clássico, mas eu não ligo a mínima.
Os Demônios - Dostoiévski - mais um que está lá na biblioteca me esperando, ainda com a página marcada, mais fui atrás do niilismo, acabei não passando da primeira parte, e quando enfim o livro começava a esquentar, venceu o período que eu podia ficar com livro, na minha faculdade oito dias renováveis por mais oito...se existe alguém que trabalha o dia inteiro e lê Os Demônios em dezesseis dias me fala, eu não consegui, depois meus olhos cruzaram com alguns outros livros, e como um macaco, mudei de galho.
A Fúria do Corpo - João Gilberto Noll - literatura marginal, essa mania dos rótulos, mas esse é mesmo, e eu estava até que o enfrentando numa boa, mas de repente, apesar do tudo que já tinha acontecido, minha moral puritana (ou o que sobrou dela), foi atacado por uma seqüência onde o nosso "herói" transa (?) com um mendigo de pau descomunal em um terreno baldio...perdi o tesão (pelo livro) na hora, corri e troquei por Senhora do José de Alencar que também não terminei, mas...fiquei mais em paz, apesar de achar Noll melhor que Alencar, ou pelo menos mais contundente.
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/03/070316_ivanlessa_tp.shtml
s.o.

criado por fecega
19:09:13Algo de podre no ar da Venezuela, na verdade lá sempre cheirou a óleo queimado, champagne e pobreza franciscana, agora, cheira também a ditadura dentro da lei. Esse chávez não tem a ingenuidade do velhinho mexicano, ele tem a esperteza dos grandes fascistas, apoiado em uma férrea determinação de mudança (?), e em uma arraigada literatura comunista à la stálin, como os nossos companheiros aqui, só que ele segue sua cartilha de mudanças na base do porrete, agora lá se vai a RTCV, a emissora de televisão mais antiga e de maior audiência da Venezuela, a Globo deles, acusada de apoiarem o golpe de 2002 contra seu governo. "A liberdade de expressão é como o ar, a maioria só se dá conta de que ela existe no momento em que é impedida de se expressar, ou de respirar", é o modo chávez de liderar.
"Chávez já domina o Legislativo. O Judiciário venezuelano tem a independência de um poodle na coleira. Os meios de comunicação, por sua vez, passam a ter ampla e irrestrita liberdade. Estão absolutamente livres para concordar inteiramente com o regime do “socialismo do século 21”. No lugar da RTCV, foi ao ar uma emissora bancada pelo Estado. A troca eletrificou as ruas de Caracas, tomadas por manifestantes contrários e favoráveis à decisão de Chávez. A América Latina não merecia o convívio com tamanho retrocesso". Não merecia mas agora já convive com isso na pele, e como isso é bom para nosso país. Como os nossos governantes são lobos em pele de cordeiro, nada como já saber o que eles querem, a diferença é que aqui eles querem a mesma coisa, só que homeopaticamente, ancorados pelos números, lulinha paz e amor, governa de olho nas próximas eleições, e trabalha para alcançar aqui a mesma unanimidade burra do chavito (já a tem em diversos setores). E cada passo em falso do pícaro chávez, representa um marcar passo para o nosso “ingênuo” presidente, mas não significa que não continuem tramando à sombra das navalhas em flor.
" " blog do josias/folha de são paulo
s.o.

criado por fecega
12:42:57"Pessoas oprimidas não podem permanecer oprimidas para sempre."( Martin Luther King)
Ervilha, porque te comi até hoje? Por que provei de teu sabor se nem gosto do teu gosto? Não sei. Sempre que eu dizia que não gostar de ervilha me questionavam. Ervilha tem gosto? COME! Não gosto da falta de gosto da ervilha. Até hoje como esse algo redondo e verde. Eu não gosto de ervilha! Elas são ruins! Não tem gosto, são ruins! Não importa, não gosto. Sempre comi. Ervilha? Tudo bem, eu gosto. Passas, malditas passas. Não me obrigue comer passas. Não venha dizer que não tem gosto, tem gosto sim! Mas você come ervilha e não gosta...COMA passas! Caso contrário terá que catar as passas no sanduíche natural, na maionese... Tudo bem passas, sejam bem vindas à minha boca!
Martin Luther King fez um discurso sobre opressão e seus tipos. As enumerou em três: opressão pela imposição, pela força e pela aceitação. Aqueles que aceitam a opressão engolem com raiva as ervilhas, as passas e logo serão obrigados a engolir taioba e jenipapo. O aceitar é o oprimir.
[...]
a.c.j.

criado por fecega
09:07:09Justamente por não acreditarem no todo poderoso, passam a valorizar o humano em todas as suas formas. Não enxergam inferioridade em homossexuais, negros, prostitutas, judeus, católicos, espíritas, evangélicos. Valorizam a escolha de cada um, dando o aspecto de liberdade que todos merecem, uma quase compaixão, talvez uma das maiores virtudes cristãs.
Enquanto tudo isso passa despercebido aos olhos do mundo, tem camarada que só consegue conceber duas perfeições ao seu redor: ele próprio e o seu criador.
t.c.s

criado por fecega
13:06:17