Fé Cega

"Tenho no peito tanto medo, é cedo/Minha mocidade arde, é tarde/Se tens bom-senso ou juízo, eu piso/Se a sensatez você prefere, me fere/Vem aplacar esta loucura, ou cura/Faz deste momento terno, eterno/[...]." Tom Zé

Fé Cega

"Tenho no peito tanto medo, é cedo/Minha mocidade arde, é tarde/Se tens bom-senso ou juízo, eu piso/Se a sensatez você prefere, me fere/Vem aplacar esta loucura, ou cura/Faz deste momento terno, eterno/[...]." Tom Zé
<  Fevereiro 2008  >
S T Q Q S S D
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29    
Buscar
Blogs Favoritos
Receba os posts
Terra Blog

03.07.07

Com as teias de aranha

Sou um defensor do Gabriel Garcia Marquez, não que ele precise, na verdade seu último livro o Memórias das Minhas Putas Tristes se prestou a todos os tipos de críticas, tanto para o bem, quanto para o mal. Eu acho que ele é um bom livro, passável no meio desse mar de porcarias que nos rodeia hoje, ainda o prefiro a qualquer um do paulo coelho (mesmo até uma criança repetindo isso direto). Mas a desculpa para falar dele é que como o tempo vai passando, a importância de prêmios signifiquem a morte ou a imortalidade de muitos grandes autores, é incrível como são preteridos e abandonados como se nada de bom tivessem escrito. Um desses casos é Alejo Carpentier, um escritor cubano que era um verdadeiro joalheiro da palavra. É dele alguns dos melhores livros já escritos na América Latina, a fonte surrealista em que bebeu na sua viagem à França, tudo traduzido como obra de arte. Mas se coube a ele se encantar e viver a revolução cubana, a muitos latinos-americanos que apenas regurgitam os mais vendidos nas grandes revistas, coube um virar de costas por simples desconhecer. Muitos dos seus livros dormem em estantes dos sebos, são olhados com desconfiança e nada mais, o que é uma pena, valem cada centavo empreendido.



"... el hombre nunca sabe para quién padece y espera. Padece y espera y trabaja para gente que nunca conocerá, y que a su vez padecerán y esperarán y trabajarán para otros quetampoco serán felices, pues el hombre ansía siempre una felicidad situada más allá de la porción que le es otorgada. Pero la grandeza del hombre está precisamente en querer mejorar lo que es. En imponerse tareas. En el reino de los cielos no hay grandezas que conquistar, puesto que allá todo es jerarquía establecida, incógnita despejada, existir sin término, imposibilidad de sacrificio, reposo y deleite. Por eso agobiado de penas y de tareas, hermoso dentro de su miseria, capaz de amar en medio de las plagas, el hombre sólo puede hallar su grandeza, su máxima medida, en el Reino de este Mundo. " Reproducción de un fragmento del final de "El reino de este mundo".

 

tudo sobre Carpentier aqui: http://kplus.cosmo.com.br/materia.asp?co=326&rv=Literatura


 



s.o.


Nenhum comentário
Comente este post:




Seu e-mail não será mostrado neste site.




tags XHTML permitidas: <p, ul, ol, li, dl, dt, dd, address, blockquote, ins, del, a, span, bdo, br, em, strong, dfn, code, samp, kdb, var, cite, abbr, acronym, q, sub, sup, tt, i, b, big, small>
URLs, e-mail's, AIM e ICQs serão convertidos automaticamente.